quarta-feira, junho 23, 2010

Feriados

A propósito da polémica do número dos feriados, lembrei-me de escrever uma coisa muito interessante que encontrei ontem na tese de doutoramento de Maria Alexandre Lousada...
então era mais ou menos isto:



Sec. XVIII 1791 1805 1822

Janeiro 3 5 4 4

Fevereiro 2 1 1 1

Março 2 1 2 2

Abril 0 3 4 5

Maio 2 3 4 5

Junho 3 6 5 5

Julho 2 5 4 4

Agosto 3 6 6 6

Setembro 3 4 2 0

Outubro 1 2 2 2

Novembro 2 4 4 4

Dezembro 8 7 7 7






Total
31 47 45 45


Já viram bem a quantidade de feriados que havia? Eram religiosos e decerteza que as pessoas iam todas à missa não iam para a praia e aposto que até sabiam porque é que era feriado, ao contrário de hoje (pelo menos é o que passa na tv).
Sem dúvida que Dezembro era o mês campeão dos feriados. Já imaginaram? 8 feriados num mês? Isso equivale a uma semana e 1 dia, se assim fosse no Natal e nos outros feriados todos não haveria um unico quarto disponivel na Serra da Estrela.
Eu gosto dos feriados, tal como toda a gente deve gostar. Para mim até os feriados aos Domingos sabe a pão com mel! Acho até que devia haver mais! Mas eram mesmo feriados para se festejarem as coisas e feriado para todos.

Digam lá que 47 feriados não era brutal? Até aceitava os 31...


*Podem encontrar os dados da tabela na página 125.

sexta-feira, abril 30, 2010

A sorte

Ora, vamos lá ver o que se pode escrever...
Primeiro ia escrever um texto sobre os anos 80, depois pensei em escrever sobre os anos 90. Desisti e pensei: "Vou escrever sobre os 3 R's!"

Nada disso.

Hoje vou falar de sorte. Não me refiro à sorte no "Euromilhões", nem em nada disso. Refiro-me à sorte que a maioria de nós temos, por vivermos perto de quem se preocupa connosco, por fazermos o que gostamos (sem ninguém para nos impedir), por sermos capazes de ser responsáveis, por, mesmo que não sejamos ricos ou palhaços, sermos capazes de arrancar um sorriso às pessoas de quem gostamos.
A sorte que temos por podermos desfrutar das pessoas que nos são próximas, de vivermos num lugar que gostamos, de podermos olhar o mundo e sabermos que, mesmo entre toda a tristeza que existe, somos capazes de manter a esperança.

terça-feira, abril 20, 2010

"Não sou o único"

Já agora, um bocadinho de divulgação...



Acho que os dados acerca de autor e tudo o resto, estão no vídeo.

Esqueci-me

Tinha falado em arranjar aquilo do fundo, mas aconteceram duas coisas que me impediram:

1 - esqueci-me que tinha dito isso;

2 - quando me recordei, reparei que me tinha esquecido da password.

Como diria o "outro"...
"Tudo é mais complicado do que se possa imaginar e, ao mesmo tempo, mais complicado do que se pode conceber."

Ou como diz ainda "outro"...
"Lembra-te de esquecer"

quarta-feira, abril 07, 2010

O fundo disto está marado

Agora que vejo, aqui o blogue tem as configurações todas avariadas.
Posso por bem?
Se ninguém comentar nos próximos 5 minutos, ponho.
...,
...,
...,
Mentira, vou esperar um dia inteiro. Um dia tem 1440 minutos, é verdade. 1440 é mais que 5, por isso, em tempos de crise, sabe sempre bem ouvir: «Notícia de última hora, o número de minutos que se espera para confirmar alguma coisa subiu para os 1440. O PSI-20 acompanhou a subida dos minutos e negoceia agora acima das 1440 rotações por minuto.»

Por falar em o fundo do blogue estar marado, quando estudava no secundário tive uma colega chamada Mara. Era bem marada, ela. Só foi pena nunca ter tido uma colega chamada Descasca. Se tivesse agora podia dizer: «(...) quando estudava no secundário tive uma colega chamada Descasca. Era bem descascada, ela.»

Dia da Mãe

Depois de o último texto ter sido escrito no dia 19 de Março, dia do pai, estou a escrever este agora, destruindo os sonhos de quem pensava que ia ler um texto no dia da mãe, que é em Maio ou que raio é.
Essas pessoas, as que pensavam que o próximo texto seria em Maio, estão agora tentadas a enveredar pela carreira da bebida, já que não têm desculpa para faltar a dar um beijinho a suas mães nesse dia esplendoroso de Maio. Obviamente, digo isto sabendo que a principal desculpa nacional para evitar ir dar um beijinho às mães seria: "Olha mãe, não posso ir porque sai hoje um texto no blog Históriamc e nunca perco um episódio."

terça-feira, março 16, 2010

Entrevista na cantina universitária. Segredos desvendados!

Olá pessoal

hoje fui à cantina universitária II! E que saudades daquela comidinha... hoje comi sopa de batata com 2 ervilhas, 1 pedaço de feijao verde e raspas de cenoura. Como prato principal marchou soja com lentilhas e salada e para finalizar arroz doce.
Nem estava muito mau... mas aquela sopinha de legumes (quase 100% de batata) aguçou-me a curiosidade e fui entrevistar o senhor que sabe os segredos todos da cantina, chamemos-lhe o "Sr. Maionese".

Gi - Olá. Podia fazer-lhe uma entrevista para um blog de ex-alunos do curso de História Moderna e Contemporanea?

Sr. Maionese - Sim, claro! Mas é sobre o quê?

G. - Gostaria de saber algumas informações sobre a cantina nomeadamente os ingredientes, receitas, o que se passa nos bastiadores...

S.M. - Ah sim...bom...estou um pouco cansado, temos tido muitos alunos, isto das propinas máximas não páram os alunos de virem cá almoçar. Aumentámos 20 centimos estes 2 anos mesmo assim chego ao fim do dia cansadissimo! Deviam acabar com estas coisas das bolsas e muitas faculdades, é muito trabalho, horas extras....

G- Então mas não acha que haveria uma solução melhor?

S.M. - Se há não estou a ver...

G. Então, basta contratarem outro funcionário e até ficavam melhor aqui os dois que acha?

S.M. - Pois, ou isso.

G. - Então diga-me lá, gosta de trabalhar aqui?

S.M. - Sim, às vezes fico com a vista cansada de olhar para os cartões dos alunos, mas há dias que compensa sabe...já não vou para novo e alegra-me ver esta gente a comer sem talheres nas praxes, tal como fazer a refeição ao contrário, é engraçado já que nao tenho televisão aqui....
G. - Hum... então e qual é a sua comida preferida?

S.M. - É uma pergunta dificil, normalmente trago comida de casa e...

G. - (risos) Não, qual a comida preferida aqui da cantina.

S.M. - Não costumo comer aqui mas talvez... bom não sei...os rissois?!

G. - De camarão?

S.M. - Não, de camarões.

G. - Ahhh! que pena esses nunca provei, só provei rissóis de camarão.

S. M. - É pena menina...já me calharam por 2 vezes apanhar 2 camarões em cada rissol.

G. - Então e pode-nos revelar algum truque de culinaria...ou receitas.... Não sei, ingredientes especiais....

S.M. - Bom posso dizer, sei lá! O que quer que lhe diga?

G. - olhe por exemplo, eu hoje comi arroz doce, como é que se faz essa sobremesa?

S.M. - Muito simples! O arroz que sobrou de ontem ferve-se numa panela em agua, depois escorre-se que é para tirar o excesso de sal, depois volta-se a ferver de novo numa nova agua, quando nao houver agua poe-se o leite, o açucar e um espessante especial, tira-se do lume e canela para cima e já está.

G. - Costuma dar uma mãozinha na cozinha?

S.M. - Sim, sempre.

G. - E mais pratos?

S.M. - Olhe quando sao rolos de carne, pomos as cozinheiras e auxiliares a picar a carne, mastiga-se e poe-se num recipiente, fazem-se os rolos, temperam-se e vao ao forno.

G.- Não acha isso estranho?

S.M. - Estranho Não! É tao divertido! Fazemos esculturas de carne, fazemos concursos de quem pica mais carne. Olhe quem ganhava sempre era a Josefina, reformou-se o mês, ficou sem dentes.

G. - Hum... e quanto à macrobiotica?

S.M. - Eu não conheço muito bem esse lado da cantina, mas já ouvi dizer que fazem panados de tostas daquelas de compra e metem lá a dizer que são panados de soja. Mas sabe eu não sou dessas comidas, prefiro um bom bife ou feijoada.

G. - Por falar nisso, porque é que não fazem bifes, ou um peixito fresquinho, coisas mais saudaveis....sei lá! Esparregado! Legumes!

S.M. - Às vezes há broculos.

G.- Sim...mas são poucas e só dão na macrobiotica.

S.M. - Não se pode ter tudo...olhe no meu tempo faziamos uma festa quando era arroz de ervilhas, era uma ervilha para cada pessoa. E que bem que nos sabia!

G. - Por falar em legumes...e a sopa aqui da cantina?

S.M. - É feita sempre da mesma forma, puré de batata instantaneo, restos da salada do dia anterior, um ou outro legume e uns bagos de arroz que sobrem também.

G. - Aqui come-se muito arroz não é? Salvo quando há esparguete à bolonhesa...é todos os dias arroz...

S.M. - Sim, sabe que o arroz dá para tudo, para a sopa, para acompanhar com carne....

G. - Arroz doce...

S.M. - Sim, também.

G. - Então concorda comigo em que eu ponha como titulo desta entrevista: "A reutilização na cantina universitária" ou "nada se deita fora, tudo se aproveita"...algo assim....

S.M. - A menina é que sabe. eu não sou jornalista

G. - Ah mas isso nem eu. Então depois logo se vê. Muito obrigada pela entrevista.

S.M. - De nada.




* Entrevista ficticia, o autor não se responsabiliza com as semelhanças com qualquer semelhança com a realidade ou intoxicação alimentar.

sexta-feira, fevereiro 26, 2010

Museus e Monumentos à borla 11 de Maio

O dia nacional dos museus vem em dose dupla no mês de Maio.

Parece que no dia da chegada do papa Bento XVI a Portugal, os museus e monumentos nacionais vão estar abertos ao público gratuitamente.

Já escolheram os museus/monumentos que vao visitar?

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Petição - Recibos Verdes

Infelizmente é uma realidade deste país, peço aqui aos nossos historiadores e visitantes que assinem a petição online para dar direitos aos recibos verdes/ falsos recibos verdes, que descontam para tudo e mais alguma coisa mas não têm regalias nenhumas, não há direito a ficar doente, nao há ferias, n ha subsidios de ferias/natal, nao ha assistencia à familia, subsidio de desemprego, etc, etc.

www.petitiononline.com/mov_prec/petition-sign.html

terça-feira, dezembro 22, 2009

Feliz Natal

Desejo a todos um bom Natal e um próspero ano novo, eu cá vou para as terras frias: espera-se 8 graus negativos de minima e 3 de máxima...será que é desta que neva?

=)

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Sol de Inverno

Ultimamente não tenho tido tempo para visitar museus.

Não há assim nenhum que me desperte uma grande curiosidade...bem talvez algumas, as clássicas das quais se gosta sempre de ver. Outras que gostava de poder ver para aproveitar o espaço e alguns dias de sol de Inverno.
Gostava de poder tomar um chá e uns scones no jardim do Museu do Teatro e no Museu do Traje no Lumiar. Tenho imensa curiosidade desses dois espaços. Já visitei o Museu do Teatro há uns meses atrás, até gostei, foi numa iniciativa "Museus à Noite", muito interessante. Paguei o bilhete de entrada no museu, jantei (à minha custa), depois vi o museu e assisti a um concerto de Jazz.
Tenho também alguma curiosidade em ver uma exposição sobre Korda, fotografo que acompanhou Che e Fidel e todo aquele periodo e que está na Cordoaria.

Já passei algumas vezes por uma seta em Sintra que indica o caminho para o Museu do Bonsai. Vi um video sobre o museu e parece muito engraçado, tem um jardinzito ao género das pessoas de olhos em bico, com os bonsais expostos, dao cursos para se saber como cuidar de um bonsai e ainda tem um hospital, como este tipo de plantas são muito frágeis as pessoas levam e ficam lá internadas gratuitamente, até ficarem boas.
Sintra é sem dúvida um lugar com imensa coisa para visitar, e gostaria de visitar mais alguns dos muitos sitios aí escondidos. Em Setembro fui até ao Convento dos Capuchos em Sintra, um bocado isolado e numa época quente, estava bastante frio mas não deixou de me parecer um sitio lindo.

No Inverno a opção de passeio para muita gente acaba por ser os centros comerciais, mas também é dificil programar alguma coisa porque o tempo é incerto e há sempre mais alguma prenda para comprar.

segunda-feira, dezembro 07, 2009

ARQUI(vo)TECTURA

Hoje pela primeira vez fui a um arquivo municipal. Já tinha ouvido que era preciso uma certa simpatia para obter a informação/documentos que queremos, mas como também não me acho antipática, comportei-me como sempre:
"Queria ver isto e isto..."
"hum... e tem cotas?"
"ah eu tinha aqui algures...(e procurei)"
"ah é que se não....." e disse isto com umas grandes trombas.

e se não tivesse? Não é suposto encontrarmos lá as cotas sobre o que está arquivado?

lá passou algum tempo e ela foi buscar a caixa:
"agora vamos procurar, o que é que quer?"
"é aquilo..."
e tumbas! tirou as pastas todas de dentro da caixa e atirava-as sem cuidado algum para cima da mesa. Viu duas vezes a mesma caixa "não está cá!"
"não?"
"ah se calhar está na exposiçao!"
"impossivel. a exposiçao acabou em Abril"
....
"ahhh enganei-me na caixa!"

Finalmente veio a caixa, com as plantas todas dobradas, com umas manchas tipo bolor, e outros documentos que provavelmente ficarão ilegiveis dentro de mais uns tempos.
Fui encontrando os papeis todos dobrados, com apliques de metal, e umas coisas tipo parafusos no plano de urbanismo que eu vi.
A senhora ausentava-se e eu ficava sozinha na sala, rodeada pelo meu lápis, da minha papelada, no meio de documentos centenários (ou quase) e munida de caneta! Sim eu tinha caneta! Nem na BN na parte icnográfica se pode ter caneta! Enfim...
No meio de plantas e memórias descritivas dei por mim a pensar: "Mas porque raio não tivemos umas aulas e ensinarem-nos a interpretar plantas, planos e até orçamentos de obras?". Se que é tudo muito especifico e não se aprende muito em 3 anos, mas há coisas que nos fazem falta. Era bom termos tido aulas mais práticas, ou um semestre onde pudessemos experimentar diversas areas no ramo da História, do género cada um de nós poder trabalhar em grupo ou individualmente num arquivo, depois num museu, depois ver como se processam as coisas na organização de eventos. Também posso estar errada, se isso acontecesse talvez acharia uma péssima ideia, ou diria que 1 semana é pouco. Mas falta um pouco a prática em certos aspectos. E os estágios?! Até nem eram maus, se fossem pagos...pelo menos subsídio de transportes e de alimentação. Agora veio o Sócrates dizer que vai haver 2 mil estágios na função pública e que é uma oportunidade para os jovens. Oportunidade de quê? Já ouvi dizer que muita gente sai da faculdade cheia de ideias e que quando vai para o emprego cortam-lhes as rédeas e é tudo feito à maneira antiga.
Outras vezes...parece que vamos perdendo a capacidade de formar ideias...Tao novos e com tao poucas ou inseguras perspectivas profissionais.

segunda-feira, novembro 16, 2009

Novidades Núcleo de Hist+oria

E já saiu fresquinho o 2º número!
Ora vejam:

http://nucleohistiscte.webs.com/mh_online2-1.pdf

sexta-feira, novembro 13, 2009

Terreiro do Paço




Tenho saudades de sair na estação do Terreiro do Paço e sentir-me na Lisboa dos turistas. Sentir-me "uma turista".



quarta-feira, outubro 14, 2009

"O districto d'Evora zona de turismo"

Tese apresentada por Joaquim Augusto P. C. Camara Manoel ao II Congresso da Imprensa Alentejana no dia 21 de Maio de 1933.

Tive a ler agora este textozito...já lá vão uns anos é certo mas achei engraçado e vou por aqui apenas uma curiosidade. É certo que nunca tinha ouvido falar deste termo, mas se calhar já o tinha bem presente na cabeça: "alentejanismo".

Sabem o que é?

Pois bem, Joaquim Manoel refere o Dr. Agostinho Fortes como o "iniciador da grande campanha Pró-Alentejo" e que definiu o "alentejanismo" assim: " (...) a base do alentejanismo, como de todo o regionalismo é o amôr entranhado à região a que se diz respeito, à terra que nos serviu de berço; amôr simultâneamente egoísta e altruísta, porque alicerçado no rincão natal, tem por alvo supremo a felicidade do país e cooperação solidaria com todo êle.(...)".

quarta-feira, outubro 07, 2009

NEH e NH

Fui surpreendida no ISCTE com uma espécie de jornal chamado: "Momentos da História" de um tal de Núcleo de História do ISCTE. Depois de alguns momentos lembrei-me: "então mas não era NEH?".
Lembro-me bem das primeiras aulas nos dizerem para irmos a uma reunião muito importante, não podíamos faltar, lá fui eu e era o NEH a pedir-nos dinheiro para criar umas optativas de cinema, admita-se que não foi a melhor forma de atrair a atenção dos caloiros.
Há cerca de dois anos tentámos revitalizar o núcleo, não foi para a frente não sei bem porquê... mas parece que já nem vai porque agora é o NH.
Podem dar conta do que andam a fazer, basta procurarem no google: "nucleo historia iscte"
No blog conseguem ver o jornal.
Fico feliz por terem pegado de novo nesta ideia. Precisamos de uma certa afirmação, para que perguntas como "História? No ISCTE? O ISCTE tem tudo! até História!" deixem de nos ser feitas.

O conteudo do jornal é interessante, uma perspectiva bastante positiva do nosso curso aliás, visto que a entrevista com a prof. doutora Maria joão Vaz faz referencia às expectativas do Departamento, desafios, saídas profissionais entre outros temas.

Dá conta ainda um "artigo" sobre as colocações no nosso curso, desta vez as vagas foram todas preenchidas, yupii!

Por último há um texto que diz "Visitas e Viagens"...leiam com atenção e vejam lá se aquela ideia de uma visita a Sintra não vos parece familiar...?
Será um Deja vu?
Ah...não!
Fomos mesmo a Sintra!
Aliás organizamos duas vezes esse passeio, mas da primeira vez foi cancelado porque o comboio não conseguia levar todos os alunos e professores do Departamento de História.
Bom despeço-me com:

Lulu lulu lulu!

segunda-feira, setembro 28, 2009

Eleições 1908 Lisboa

A propósito desta onda de eleições (que faz com que eu não trabalhe dois Domingos =D ) lembrei-me de um boletim de voto presente numa das exposições que monitorizei. Na minha opinião era o ponto alto das visitas guiadas que eu fiz, as pessoas achavam imensa piada. Era isso e saberem que já em 1908 havia problemas no Casal Ventoso e que o partido republicano fez melhoramentos naquele sitio.
Na época o boletim poderia ser a própria pessoa a fazer, um papel branco qualquer desde que não tivesse nenhum carimbo ou qualquer outra coisa que identificasse o eleitor. Caso estivessem num dia de preguiça, já que era feriado (1 de Novembro 1908) poderiam pedir um boletim já preenchido com os nomes e os quadradinhos.
Ora o boletim da exposição era especial, não estava identificado e tinha os nomes e respectivos quadradinhos...mas dpeois a lápis tinha esta frase que fazia as delicias dos visitantes:

"não voto em patifes d'estes"

provavelmente na altura devia ser uma asneira mas já viram a classe de dizer patife? Não era uma palavra qualquer, era "patife"... imagino nos dias de hoje as tias de cascais a dizer "ai o patife do Nini tem um casaco igual ao do meu filho Asti! Ai córror! Já viu?"

Os tempos mudam...

quinta-feira, setembro 17, 2009

Múseu da Música Portuguesa - Cascais

Durante as minhas "férias" visitei um museu que desconhecia: Museu da Música Portuguesa em Cascais.
Este ano também já visitei o Museu da Música situado na estação de Metro do Alto dos Moinhos. Achei a colecção do Museu da Música Portuguesa mais interessante. Achei o espaço lindíssimo, um palacete com um claustro e igreja. Apesar de ter apenas um andar dedicado há música tem algumas salas em que não utilizamos apenas um dos 5 sentidos, mas dois. Sendo este museu criado por Michell Giacometti e Fernando Lopes Graça, tendo o primeiro realizado uma recolha de música intensiva por várias localidades de Portugal, somos brindados por head phones e músicas populares algarvias e transmontanas. Depois vê-se aqueles instrumentos de sopro e outros muito particulares, artesanais e com cores desgastadas mas que têm uma história garrida.
O museu da Música em Lisboa penso que tem uma colecção mais extensa, mas falta a ligação com a música, devia ter o nome de Museu dos Instrumentos Musicais, tem ao contrário do outro algumas pinturas onde se podem ver anjos tocando instrumentos. Para pena minha tem um enorme quadro de Malhoa "escondido" numa parede sem iluminação a 3 metros de altura não estando no nosso raio de visão à primeira vista, passando despercebido a muitos.
Tenho apenas duas coisas a dizer do Museu de Cascais: faltam algumas legendas nos instrumentos, e tendo eu visitado o museu com uma pessoa ligada à música foi-me chamado a atenção o suporte dos instrumentos de corda, que conforme estavam expostos poderiam danificar a sua forma.

Se tiver que escolher entre os dois museus ... sem dúvida que a colecção de Michell Giacometti seria a minha escolha.