Blog de ex-alunos do curso de História Moderna e Contemporânea, no ISCTE - gente simpática, conversadora, brincalhona e, acima de tudo, muito bonita.
quinta-feira, julho 17, 2008
terça-feira, julho 15, 2008
Há coisas...
Ora, não chamam a polícia, mas obrigam-te a pagar 9 euros por um conjunto de roupas para a boneca Silvia.
E se não pagares? O que fazem? Dão-te um golpe de karaté?
Depois da mais que provável saída do guarda-redes Stjokovic do Sporting para o Everton, os jornais portugueses ontem falavam que já havia um substituto para o mesmo. Esse novo guarda-redes tem o sugestivo nome de Assmann... ora dá para adivinhar a carrada de piadas que dará para fazer com alguém que carrega esse nome. Por mim, limito-me a observar, como o nome Assmann, facilmente se integra na música "Ice, Ice baby", do Vanilla Ice.
Já imagino: «Ass, Ass man
All right stop collaborate and listen
Ice is back with my brand new invention (...)»
Uma nota para a morte de Olive Riley, autora do blog «A vida de Riley».
O que tinha de peculiar este blog? Pois bem, Olive Riley tinha 108 anos - era a autora de um blog, mais velha do mundo.
Nos bastidores do concerto de Nelly Furtado em Moscovo ouve uma cena de pancadaria de tal modo grave, que a cantora se viu obrigada a sair de palco (regressando mais tarde).
Houve feridos entre a equipa da cantora e celebridades russas que estavam nos referidos bastidores e foram até utilizadas barras de ferro na batalha de bastidores - sorte foi os russos não terem levado também sacas de cimento.
Ora, já não fosse esta notícia só por si engraçada, o espetáculo conseguiu ser ainda mais engraçado, quando a artista luso-canadiana actuou com o vencedor da Eurovisão, o russo Dima Billan (parece nome de menina, mas onde vi esta notícia diziam que era um menino).
sábado, julho 12, 2008
Casa-museu Salazar

Ora aqui está o assunto surpresa, a casa/museu Salazar e centro de estudos do Estado Novo.
Habitualmente brinco com os comunistas, oposição, fascistas, etc.
Hoje falo a sério e ponho de parte das brincadeiras fascistas que habitualmente tenho.
Há uma casita velhita no Vimieiro (Santa Comba Dão) onde nasceu a 28 de Abril de 1889 António Oliveira Salazar. Sim Abril, o mês da revolução dos cravos.
Pelo que consegui apurar sobre o assunto, pouco é o espólio que ainda está dentro da casa que a pouco e pouco se vai degradando, mas parece haver imenso por onde pegar, desde máquinas fotográficas, a carros, panelas, uma planta oferecida pela jornalista francesa de quem dizem ter sido amante, etc.
Pois bem...o ano passado a ministra da cultura disse que não havia bens suficientes para avançar com o projecto e que o governo não o apoiaria. Pergunto se o facto de haver um homem que marcou tanto a vida dos portugueses não será um facto em ter em conta para a realização deste museu.
Na cadeira de Educação Patrimonial estudei a vida de Cesário Verde e o edifício onde ele veio a falecer. Infelizmente devido a um incêndio numa propriedade da família Verde, nada restou do poeta. Existem apenas cartas que ele enviara aos seus amigos. Mas esta não será uma figura importante que deverá ser divulgada? Porque não a existência de um espaço dedicado exclusivamente a Cesário? Á sua poesia e à de outros? Então porque não um museu? Porque não há objectos suficientes?
Outra polémica, o facto de ele ter sido o "mau" que não fez o país avançar, que nos isolou, e que andou ai a prender tudo e todos ...etc...por isto e pelo restante não tem direito a ser divulgada a história? Então se tudo o que aconteceu na história fosse "tapado" ou "escondido", não existia História. Não existe uma verdadeira história, mas várias histórias, e por mais que se tente não se consegue ser totalmente imparcial, mas porquê não mostrar ás pessoas que ele não era só um homem do governo, mas sim um homem com amores, com uma vida, com uma casa igual a outras. Luta-se pela igualdade sem julgamentos e liberdade no entanto isso não acontece. Percebo que muitos foram os portugueses que sofreram no regime, mas um museu é um espaço para mostrar o que aconteceu, quem era Salazar, o que ele fez, não vai ser um "Local de peregrinação" a nacionalistas e saudosistas como alguns disseram. Seria um espaço cultural, que mostraria Salazar enquanto homem e até pai adoptivo e homem envolvido na política.
Era bem melhor que não levassem a parlamento coisas incrédulas como leis que aceitam que pedófilos e abusadores de menores possam adoptar crianças.
Formas correctas de pronunciar palavras, de dizer coisas e de escrever top's

São imensos os posts que queria fazer. Nenhum deles é uma surpresa como o da Gisela, mas todos são trabalhosos. Não sei se é da hora, se é de mim, se é do "Paranoid Android" que estou a ouvir, mas a verdade é que agora estou com perguiça.
Pronto. Já desliguei o "Paranoid Android", vou ligar qualquer coisa mais alegre, pode ser que me espevite e me dê a energia necessária para escrever um dos posts cujo tema baila na minha cabeça vai para uns bons dias.
Há pessoas que não conseguem trabalhar com música. No meu caso depende. Se quiser escrever aqui no blog é me muito difícil faze-lo sem música. Escolho a música e escrevo o texto correspondente, ou seja, normalmente os meus posts têm banda sonora. Por vezes a banda sonora tem pouco a ver com o texto - este é um desses casos. Enquanto rabisco esta espécie de texto já ouvi "Eternal Flame"(Bangles), "I'll Stand By You" (Pretenders) e "How To Save A Life" (Fray) e sim, não vale a pena gozar...
E perguntam: "Então só escreveste umas poucas linhas e já ouviste isso tudo?"
E respondo: "Sim, escrevo muito devagar - ao fim, ao cabo, escrever lixo leva tempo."
Bom, já me perdi. Engraçado como o assunto vagueia sozinho. Quem estiver a ler isto deve estar a querer dizer: "Não tens mesmo mais nada para fazer. Para estares para aqui a escrever sem assunto e sem nada para dizer!"
Ao que responderia: "Sim, não tenho nada melhor para fazer, é tarde e não tenho sono."
Agora, quando estava aqui a escrever isto, e agora que pus a música certa ("Up All Night", dos Killers), lembrei-me, pela segunda vez hoje, no livro de Nick Hornby Alta Fidelidade. Neste livro a personagem principal, um fanático por música, faz tops. Tops de várias coisas. A história é guiada pelo Top dos rompimentos com namoradas da personagem principal.
Eu não vou fazer isso aqui, mas posso fazer outro tipo de top: o top 10 das minhas músicas preferidas.
1 - February Stars (Foo Fighters)
2 - Nightswimming (R.E.M.)
3 - Creep (Radiohead)
4 - Dreamer (Dinad)
5 - At My Most Beautiful (R.E.M.)
6 - No Surprises (Radiohead)
7 - Into My Arms (Nick Cave)
8 - Where is My Mind? (Pixies)
9 - Bairro do Amor (Jorge Palma)
10 - Danúbio Azul (Strauss)
Provavelmente já fiz outros top's 10 e pus outras músicas... mas estas foram as que me lembrei agora.
Outro: Top 10 das músicas que acho mais animadoras.
1 - Just Like Heaven (Goldfinger, cover dos The Cure)
2 - Dreaming Of You - (The Coral)
3 - Lemon Tree (Fool's Garden)
4 - Fight For Your Right To Party (Beastie Boys)
5 -Short Shorts (The Royal Teens) Aconselho este video no Youtube.
6 - Dyer Maker - (Led Zeppelin)
7 - Shiny Happy People (R.E.M.)
8 - Friday I'm In Love (The Cure)
9 - Smile (Lilly Allen)
10 - Let Me Tell You About My Boat (Mark Mothersbaugh)
Este foi o top que me lembrei assim à pressão, provavelmente amanhã escrevia outro completamente diferente.
Já me sinto um autentico toperador... melhor!!!!!!!!! SOU UM TOPEIRO!!!! Porque faço tops! Genial!
Como se diz em bom português: Topêra ou Topeira.
A forma correcta é Topêra, deriva do latim Toperum. A palavra Toupeira é utilizada por lisboetas e gente que acha que os os ditongos ficam bem nas palavras.
Exemplo: A topêra estragou-me o raio da horta.
Assim se diz em bom português.
E pronto, do nada criei nada! Do zero fiquei com um post que não adianta nada. São agora 02:46 da manhã, está na hora de ir ver tv e desejar que amanhã o sono chegue mais cedo que hoje.
quinta-feira, julho 10, 2008
A dor de pensar de Fernando Pessoa
Numa conversa que tive com uma pessoa lembrei-me destes dois poemas de Fernando Pessoa:
Gato que brincas na rua
Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu.
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.
Pobre ceifeira
Ela canta, pobre ceifeira
Julgando-se feliz talvez;
Canta, e ceifa, e a sua voz, cheia
De alegre e anónima viuvez,
Ondula como um canto de ave
No ar limpo como um limiar,
E há curvas no enredo suave
Do som que ela tem a cantar.
Ouvi-la alegra e entristece,
Na sua voz à o campo e a lida,
E canta
Mais razões p'ra cantar que a vida.
Ah! canta, canta sem razão!
O que em mim sente 'stá pensando.
Derrama no meu coração
A tua incerta voz ondeando!
Ah, poder ser tu, sendo eu!
Ter a tua alegre inconsciência,
E a consciência disso! Ó céu!
Ó campo! Ó canção! A ciência
Pesa tanto e a vida é tão breve!
Entrai por mim dentro! Tornai
Minha alma a vossa sombra leve!
Depois, levando-me, passai!
quarta-feira, julho 09, 2008
Post leve
terça-feira, julho 08, 2008
Guernica
Antes de continuar, aviso que não vou fazer uma demorada descrição dos factores politicos e sociais que levaram à referida Guerra Civil e ao desenvolvimento da mesma.
Bom, primeiro passo a explicar como se passa de um post sobre 1998, para outro sobre um episódio da Guerra Civil Espanhola. É muito simples: em 1998, uma banda chamada Manic Street Preachers lança um album intitulado This is my truth, tell me yours e neste album estava contido o single "If you tolerate this your children will be next". Enquanto procurava músicas de 1998 lembrei-me desta. Passado dez anos continua a fazer tanto (ou mais) sentido.
Para quem esperava que abrisse este post com uma imagem do afamado quadro de Picasso Guernica, desiluda-se.
Em 1936, no dia 26 de Abril, a cidade basca de Guernica era bombardeada por forças nazis - milhares de inocentes morrem. Este foi apenas mais um episódio numa guerra civil brutal e assassina - como todas as guerras.
Há quem diga que este bombardeamento, bem como toda a Guerra Civil de Espanha foi um "tubo de ensaio" para a Segunda Guerra Mundial... é provável.
Mas há também quem diga muita coisa - nos anos 70, um professor norte-americano, chamado Jeffrey Hart, defendeu que o bombardeamento de Guernica nunca aconteceu.
A força, quer do quadro de Picasso, quer da música dos Manic Street Preachers (ou de outras músicas com a mesma temática, como "Spanish Bombs" dos Clash), reside na sua infeliz actualidade.
Quando a banda galesa diz que se tolerarmos o que se passa hoje, os nossos filhos serão os próximos a sofrer, ou quando dizem "a gravidade mantem a minha cabeça em baixo, ou então é apenas a vergonha", sabemos que essas frases continuam a ser actuais.
Milhares de pessoas vivem em condições sub-humanas no Sudão, na Serra Leoa, na Somália, etc... todos sabemos. Todos sabemos que lá se vive, diáriamente, uma nova Guernica.
Nos países ricos há quem morra porque não tem dinheiro para pagar um seguro de saúde, há quem morra de fome quando o vizinho do lado deita fora comida.
Governos não querem reconhecer a vontade dos povos - mesmo quando os povos não têm vontades violentas, apenas desejam unir-se em torno de uma pátria comum que consideram sua.
África continua podre por dentro - ainda com a força do desejo de possuir os ideais de riqueza do o colonizador branco (muitas vezes inconscientemente maligno). A corrupção e a ganância estão a destruir um continente. Talvez um dia descubram petróleo e possam ser "salvos"...
Uma nova Guernica acontece todos os dias perante os nossos olhos e nós pensamos que está lá longe. Todos nós pensamos, eu penso.
Infelizmente está mais perto do que julgamos. Centenas de pessoas trabalham em condições sub-humanas cá em Portugal.
Não precisamos de ir para África para sentirmos a dor e a tristeza infinita.
O que quero dizer com isto é que... mesmo que vejamos os problemas que passam nas notícias como longínquas preocupações, não nos esqueçamos que, provavelmente, o vizinho do lado passa por situações de dor incontrolável.
Todos os dias somos bombardeados com informação de situações dramáticas, se cada que pode tivesse a coragem de ajudar alguém, talvez os nossos netos não tivessem de viver todos os dias com novas Guernicas.
Não, não estou a ser hipócrita, porque admito que não tenho coragem. Não tenho coragem de nada.
Sondagem das Produções Fictícias (post atrasado)
Em 2007, as Produções Fictícias lançaram um desafio: os usuários do seu site poderiam eleger qual o melhor programa português de sempre.
Aqui ficam os resultados (a fonte é o site http://pftv.sapo.pt/blogs/?blog=2, o resultado final desta eleição foi revelado no dia 12 de Dezembro de 2007).
Eu votei no 8º classificado - pela originalidade.
1º O Tal Canal 9,13%
2º Gato Fedorento 8,45%
3º Herman Enciclopédia 7,49%
4º Rua Sésamo 5,82%
5º Duarte e Companhia 5,35%
6º Contra-Informação 4,79%
7º Noite da Má Língua 4,39%
8º A Liga dos Últimos 3,63%
9º Grande Reportagem 3,36%
10º Portugal, Um Retrato Social 3,29%
11º Zip Zip 2,79%
12º A Guerra 2,30%
13º A Alma e a Gente, de José Hermano Saraiva 2,17%
14º TV Rural 2,14%
15º Domingo Desportivo 2,13%
16º Cinema de Animação 2,10%
17º Agora, Escolha 2,07%
18º Os Amigos do Gaspar 1,93%
19º Palavras Ditas, de Mário Viegas 1,75%
20º A Visita da Cornélia 1,74%
21º Morangos com Açúcar 1,74%
22º O Passeio dos Alegres 1,60%
23º Atlântico 1,32%
24º Vila Faia 1,27%
25º João Villaret 1,24%
26º Praça Pública 1,20%
27º Tal & Qual 1,27%
28º Zé Gato 1,15%
29º Sabadabadu 1,12%
30º Se Bem Me Lembro 1,05%
31º Museu do Cinema, de António Lopes Ribeiro 0,91%
32º Fungagá da Bicharada 0,87%
33º Todo o Tempo do Mundo 0,84%
34º Os Donos da Bola 0,73%
35º Portugalmente 0,66%
36º Jornalinho 0,62%
37º Cartaz TV, de Jorge Alves 0,61%
38º Conversas Vadias, de Agostinho da Silva 0,61%
39º Vinte Anos, Vinte Nomes 0,60%
40º Histórias da Música 0,59%
41º Vamos Jogar no Totobola 0,49%
42º A Raia dos Medos 0,40%
43º A Viúva do Enforcado 0,40%
44º Melodias de Sempre 0,39%
45º Culinária, de Maria de Lurdes Modesto 0,33%
46º Nicolau no País das Maravilhas 0,28%
47º Olhos nos Olhos 0,27%
48º O Mundo de Cá 0,25%
49º Chuva na Areia 0,22%
50º Riso e Ritmo 0,14%
domingo, julho 06, 2008
Anedota
um galo descobre a infidelidade da galinha e fica furioso. Começa a partir o galinheiro todo incluindo os ovos. Só que no meio havia um ovo de barro. O galo completamente fora de si, grita: "ahh minha grande estúpida! nem o galo de Barcelos te escapou!!!"
o que tem piada, é que sabe-se que as galinhas não precisam de galos para pôr ovos , a outra piada é que na anedota original não estava "estúpida" :P mas está gira a anedota
quinta-feira, julho 03, 2008
Hoje vou falar-vos de Bruno Aleixo.
Bruno Aleixo é um Ewok ("bicho" muito familiar para quem viu a saga da Guerra das Estrelas), natural de Coimbra.
Nascido a 21 de Junho de 1957, Bruno Aleixo, deixou o mundo (sim, o mundo) de luto quando, tragicamente, faleceu, já em 2008.
Da sua vida, sabe-se que era um frequentador assíduo do Café do Aires, em Coimbra, e que deixou uma série de conselhos capazes de guiar a vida de qualquer pessoa. Felizmente, os seus herdeiros têm disponibilizado esses conselhos via web. Registe-se também um famoso almoço que Bruno teve com Nuno Markl, pouco tempo antes da morte do Ewok e o hi5 que Bruno Aleixo tinha e actualmente é também ele, mantido por seus herdeiros.
Na realidade Bruno Aleixo é uma criação do "GANA" - Guionistas e Argumentistas Não Alinhados", que nos trouxe o "Empregado da Brasileira" - que diz as melhores anedotas.
Aqui ficam alguns conselhos - cortesia dos herdeiros de Bruno Aleixo - retirados do site: http://www.vimeo.com/cena
Conselho N.º 2
Os Conselhos Que Vos Deixo 02 from Não Alinhados on Vimeo.
Conselho N.º 4
Os Conselhos que Vos Deixo 04 from Não Alinhados on Vimeo.
Conselho N.º 5
Os Conselhos que Vos Deixo 05 from Não Alinhados on Vimeo.
Conselho N.º 6
Os Conselhos que Vos Deixo 06 from Não Alinhados on Vimeo.
Conselho N.7
Os Conselhos que Vos Deixo 07 from Não Alinhados on Vimeo.
terça-feira, julho 01, 2008
Neste dia
Hoje é Dia Internacional das Cooperativas.
Neste dia, em 1920, nascia Amália Rodrigues. Em 1974, também neste dia, morria Juan Péron.
No dia 1 de Julho de 1867 o Canadá conseguia a sua independência política. Em 1991 acaba o Pacto de Varsóvia e o Comecon.
Hoje, 1 de Julho de 2008, está um calor infernal. Para provar que o blog "HistóriaMC" não morre com pequenos tropeções, ou melhor, não desaparece quando mudamos de perspectiva, quando passamos a ver o "cubo" por outro lado, aqui estou eu a escrever mais um post.
Aposto que nesta altura estão todos (todos os 2 ou 3 leitores deste blog) a pensar: "PEFE! Aquele gajo está sem assunto e anda 'práqui' a engonhar só para dizer que escreveu um post!". ERRADO! Eu tenho assunto e até tenho temas para abordar.
(Quem via a série Seinfeld lembra-se dos episódios em que Jerry e George queriam lançar uma sitcom sobre nada. Este post não ambiciona tanto.)
Enquanto vão lendo isto, ainda não se deram conta do assunto do post. "Mas tem assunto???" - pensam vocês.
"-Tem!" - digo eu. - Até já abordei dois assuntos.
Antes de começar a escrever, até pensei: Vou escrever um post a falar da experiência (agora terminada) de viver em Lisboa (e arredores) durante 6 anos, das coisas boas e más que passaram, das saudades que tive e das saudades que terei (tenho). Depois pensei... para quê? Para quem?
As pessoas que visitam este blog e se manifestam nele já sabem disto tudo - ou pelo menos da maior parte das coisas - as outras (as que gosto de pensar que o visitam silenciosamente) que se lixem!
Só uma coisa. O top das minhas terras preferidas e as descobri nestes 6 anos - só ponho as que conheço (e as que já conhecia) relativamente bem, conheci muitas outras, muitas capazes de estar aqui, mas não as conheci bem o suficiente para poder dizer o que teêm de bom e de mal, de forma justa.
Assim:
1º Lagos;
2º Lisboa;
3º Vila Franca de Xira;
4º Cascais (tantos snobs chateiam-me)
5º Portimão
Pior terra do mundo, pior lugar que conheço (estou a ser muito sincero, não estou a implicar), e pior sítio para se viver: Almada - afastem-se deste concelho (pessoalmente detesto tudo aquilo - mais ainda do que não Setúbal, Vila Viçosa e T. Vedras ehehehe é brincadeira).
Outras localidades poderiam estar aqui, mas como digo, não as conheço o suficiente...
Sem rir, direi uma pequena anedota:
Num certo dia a professora mandou que os alunos escrevessem uma redacção onde fossem tratados os seguintes temas:
* Monarquia
* Sexo
* Religião
* Mistério
Passados alguns segundos o Zezinho lê a sua historia que é a seguinte:
"Foram ao cú à rainha. Meu Deus, quem terá sido?"
Sim, é velha, mas tinha de ser esta... faz parte do assunto.
Tanta coisa que faltou dizer...
sábado, junho 21, 2008
Recordações
o menino do contra
O menino do contra
queria tudo ao contrário:
deitava os fatos na cama
e dormia no armário.
Das cascas dos ovos
fazia uma omelete;
para tomar banho
usava a retrete.
Andava, corria
de pernas para o ar;
se estava contente,
punha-se a chorar.
Molhava-se ao sol,
secava na chuva,
e em cada pé
usava uma luva.
Escrevia no lápis
com o papel,
achava salgado
o sabor a mel.
No dia dos anos
teve dois presentes:
um pente com velas
e um bolo com dentes.
~ Luísa Ducla Soares
Apesar de não ter tido daqueles manuais do Estado Novo em que os textos tinham sempre (ou quase sempre) a mesma mensagem, recordo-me deste. O meu pai ainda hoje fala de alguns textos que copiava e de composições que fazia, a minha mãe recorda os livros da primária com saudade "ai naquele tempo os livros eram tao lindos", pois bem, os meus estão na garagem guardadinhos. Se os abrir sou capaz de me lembrar de um ou outro desenho, mas sem dúvida que este texto estará para sempre na minha memória. Recordo com alegria os tempos da primária: tombos, quedas, o meu relógio partido, os carnavais, as professoras e algumas crianças que já nem sequer me lembro dos nomes. Há sempre coisas que ficam e vão, não por serem más e esquecermo-nos nem por serem boas...simplesmente há momentos que ficam gravados. Há uns meses atrás telefonei para uma rapariga que foi do meu infantário e da minha 1ª classe, davamo-nos muito bem, dormiamos uma em casa da outra, iamos ás festas de aniversário, etc. Mudou de casa e o contacto perdeu-se naquela altura. O último contacto foi em 1998. Volvidos 10 anos encontrei um número de telefone das 2 irmãs, as minhas melhores amigas de infância. Atendeu a mãe delas meia desconfiada
eu: é de casa da Sofia?
Teresa: sim
eu: ela está?
Teresa: não
eu: estou a falar com a Teresa?
Teresa: sim, mas quem é que está a falar??!?!?!
eu: é a Gisela!
Teresa: AIIIII NÃO ACREDITO GISELAAAAAA, tanto que te procurámos mas nem o teu nome sabiamos porque chamavamos-te sempre "Gisela panela"! fomos à tua casa, falámos com o David, pensámos ir à câmara municipal mas também não sabíamos o nome completo do teu pai...
:D
É que já nem me lembrava da "Gisela panela", apenas de uma delas pensar durante não sei quantos anos que eu era ""Ginsela". No dia seguinte a tal Sofia telefonou-me, ficamos mais de 1 hora ao telefone, a conversa não acabava, e descobríamos a cada frase que tínhamos imensas coisas em comum. Marcámos um encontro e prometemos nunca mais desaparecermos.
Eu contei histórias de que me lembrava e ela já não e vice versa, infelizmente não temos tido tempo para nos encontrarmos, mas durante anos revisitei as minhas memórias, falava com os meus pais sobre essa família que tanto acarinhávamos e passados 10 anos aconteceu, quase metade da nossa vida sem nos vermos mas com tanto para partilhar e ainda por descobrir.
Guardo com carinho os postais de Monte Gordo que me mandavam; a caneta do Aladino, o conjunto de envelopes e o gancho verde escuro que me deram como prendas de anos; não me esqueço do candeeiro em forma de balão, nem da Bela e do Monstro; o pássaro de madeira; a casa das bonecas na casa dos avós; "olhem a polícia, baixem-se!"....
Conclusão:
Há momentos que não se esquecem e pessoas também não.
(Também me lembro quando representei no 9º ano um Auto da Barca dos Estudantes para a Luisa Ducla Soares e que nervosismo, mal sabia eu que ela era autora do "Menino do contra" porque senão tinha desmaiado...no entanto guardo com carinho um diploma de participação assinado por ela.)
sexta-feira, junho 20, 2008
«Ser ou não ser, eis a questão», William Shakespeare
…ou não ser…
Há muitas coisas que podemos ser, ou não, e somos nós que o escolhemos. Não sei se era nisso que pensava Shakespeare (ou Hamlet), porque nunca vi a peça, nunca li o livro e nunca vi uma representação cinematográfica da obra.
Há quem escolha chorar (em silêncio ou com lágrimas);
Há quem escolha indignar-se com tudo, com a vida, com as pessoas… e, no escuro da solidão, amaldiçoar a felicidade renegada;
Há quem escolha a indiferença;
Há quem escolha ser triste – no entanto, ao contrário do que as pessoas que o escolhem julgam, não é esse o melhor caminho para receber atenção;
Há quem escolha ser outra pessoa sem nunca abandonar quem era antes…
Depois há os corajosos.
Os que recebem a dor e a transformam em sorrisos;
Os que escolhem ser lutadores na incerteza;
Os que escolhem viver;
Os que escolhem ser felizes;
Os que escolhem sorrir – sorrir é a melhor forma de matar a dor.
Claro que os que escolhem a miséria chamam os corajosos de inconscientes, mas só porque lhes falta a coragem que os outros tiveram.
A coragem é saber ter medo, é saber enfrentar as dificuldades mesmo sabendo que vamos perder, é saber sorrir quando tudo o resto é miséria, é saber que esse sorriso irá libertar-nos da dor.
domingo, junho 15, 2008
Humor de Salão «As melhores piadas são as do empregado d'A Brasileira»
O esparguete
01. O Esparguete from Não Alinhados on Vimeo.
A Sardinha
02. A Sardinha from Não Alinhados on Vimeo.
O Mercedes
03. O Mercedes from Não Alinhados on Vimeo.
As Horas
04. As Horas from Não Alinhados on Vimeo.
P.S. Com certeza que o cliente vos fez lembrar uma antiga professora nossa...
segunda-feira, junho 09, 2008
Portugal

A poucos minutos do feriado nacional que é comemorado por toda a população portuguesa de uma forma nobre (sem festejar), decidi escrever um post e dedicá-lo à "ditosa pátria" (como se dizia no Estado Novo).
O 10 de Junho é um equivalente à festa americana de 4 de Julho, um dia "nacional". Quão nacional será? Qual o seu significado? Bem uma coisa é certa, não fazemos pic-nics nem reconstituições históricas, mas vamos à praia! Que melhor forma de comemorar o dia de Camões sem ser ir para a praia nadar como ele? E gritar com um braço empoleirado "salvem-me que eu tenho nesta mão os Lusíadas!"? Não é que o faça frequentemente, mas já o fiz, num teatro em que eu representava Luís de Camões (e sim tive que usar uma pala no olho e fingir que nadava com um braço).
O que é afinal este dia?
Bom... segundo o prof. Luís Nuno Rodrigues (do departamento de História do ISCTE e que nunca nos deu aulas) sabe-se que é celebrado há 128 anos e para comemorar o glorioso Luís de Camões. O que eu não sabia é que só é feriado nacional a partir de 1952, quando o governo decidiu que passaria a ser o:
- Dia da Raça;
- Dia de Portugal;
- Dia de Camões.
Não entendo como é que o Prof. Dr. António Oliveira Salazar (e o Fred vai chamar-me novamente de fascista) não pensou nele! Ou então simplesmente criava um dia para Portugal, pegava naqueles calendários dos positivistas do século XIX e escolhia um dia. Não que eu tenha algo contra o poeta, mas ainda hoje toda a gente tem uma memória traumática sobre a aprendizagem dos Lusíadas na escola! Não há ninguém que leia os poemas uma só vez e os compreenda sem saber o que está por detrás daquilo: são as estrofes, é o sistema métrico de versos decassilábicos...
Afinal o que é português? Com o que é que os portugueses se identificam?
CR7? Futebol?
Quais janelinhas e varandinhas dos bairros lisboetas com florinhas e cortinados de croché?! O que se quer agora são bandeirinhas portuguesas! Uma "casa portuguesa com certeza" não é portuguesa sem a bandeira ao vento! Uma, duas...quantas mais melhor! Portugal é a selecção portuguesa!
Os únicos portugueses conhecidos no estrangeiro pertencem ao mundo futebolístico, escapa Fernando Pessoa e Amália Rodrigues, mas não sei por mais quanto tempo. Para os que visitam Portugal é também a comida: pasteis de Belém, peixe, ginjinha de Óbidos e vinho do Porto.
Deveríamos seguir o projecto do António Júnior (brasileiro que foi parar á minha turma numa cadeira de Culturas Urbanas e Culturas Populares)?
O objectivo desse projecto é: divulgar a tudo e todos (os brasileiros que ainda vivem na terra natal e não apenas na cidade "Natal") os valores da sua cultura! Obrigá-los a saber o que significam os feriados, cores das bandeiras, personalidades importantes, tradições, etc.
Sim, estaríamos a recuar um pouco e a aproximar do tempo da eleição da "terra mais portuguesa de Portugal" e dos trajes pobres das minhotas que têm a cabeça pesada por tanto ouro estar pendurado nelas...Afinal o que é português? Com que é que os portugueses de identificam? Seremos para sempre os lusitanos saudosos dos tempos de glória, sempre ligados ao mar quando há imensa gente do interior que nunca o viu? "País de brandos costumes" que desbravou o mar e os campeonatos de futebol? Seremos agora assim definidos?
Não sei, só sei que enquanto o europeu dura os portugueses esquecem-se da crise económica, pegam no seu carrinho e vão apitar para as ruas, gastando dinheiro no combustível que eles tanto esforço fazem para poupar durante os outros dias da semana em que não há jogos.
"A bem da nação"
domingo, junho 01, 2008
Joaninha

Para a Joana Santos...
Nos últimos tempos tem havido uma boa aproximação entre nós, nasceu uma amizade um companheirismo. Eu e o Frederico jogámos contigo aos berlindes, ao macaquinho do chinês entre outros e até ganhaste ao Jogo dos Aviões! Momentos únicos vividos.
Foste a colega mais simpática na viagem a Vila Viçosa! Sempre divertida e de sorriso aberto. Mostras humildade e estás sempre pronta para a aventura por tudo isto, em meu nome e no do Frederico, agradecemos deixando um beijinho especial para ti dedicando esta música muito bonita da Madalena Iglésias (que tem um processo na PIDE que eu vi quando estive na Torre do Tombo :P, daqui a uns anos quando a informação for disponibilizada vou para lá a correr).
http://www.youtube.com/watch?v=mtu1WrRfK-k
"Tu és quem és"
quinta-feira, maio 08, 2008
Conquistas perdidas
Não
Não vou falar do 25 de Abril.
Ultimamente há uma coisa que me irrita e não é o creme para o corpo! É o som! A grande conquista que foi o walkman e que revolucionou as ruas pelo seu silêncio, puff desapareceu.
O walkman segundo fonte seguras muito utilizadas por estudantes universitários de Historia do ISCTE (wikipedia) sabe-se que foi colocado á venda no primeiro dia de Julho de 1979 no Japão. Adivinha-se portanto que este foi um dos objectos mais utilizados nos anos 80 e também 90, apesar de depois ter aparecido o discman.
Pois bem. Antes para se ouvir música na rua levava-se um rádio aos ombros! Com o walkman, as pessoas puderam criar os seus próprios mundos. Punham o volume alto e abstraiam-se de tudo. Cada um ouvia a sua música e ninguém os chateava nem faziam chatear os outros.
Tudo muda...porque como diziam os "antigos": "a única coisa que permanece é a mudança". Depois dos discmans vieram os mp3 e posteriormente os telemóveis com capacidade para "Tirar cafés" como dizia o meu professor de Tecnologias de Madeiras do 11º.
O silêncio que eu tinha no metro há 3 anos atrás...acabou. Para além de já haver rede dos telemóveis no metro as pessoas usam umas funções esquisitas dos telemóveis e de mais não sei o quê para ouvirem música. Assim...vou eu todos os dias a levar com música que gosto e que não gosto! Ainda hoje, ia um homem a ouvir música com fones mas tinha o volume altíssimo e não os tinha dentro do ouvido, mas nas orelhas: PENDURADOS! Onde é que isto já se viu? Sinceramente não compreendo, e não é só no metro, em qualquer sitio acontece isto as pessoas vão feitas parvas com o telemóvel na mão na rua a ouvir música...Faz sentido? NÃO! E depois enquanto isso ainda falam com outras pessoas! Vai então a escumalha toda a ouvir as músicas. Irrita-me e muito! Porque se já não bastava ter pessoas que falam alto no metro, ainda tenho que ouvir não sei quantas músicas! Quero ler, concentrar-me e não consigo. Falo no metro porque sem ser a Biblioteca Nacional é onde passo mais tempo!
Um dia destes pego no meu walkman da barbie e dou o exemplo a essa gentalha toda sem moral!
quarta-feira, maio 07, 2008
Inveja é um sentimento muito feio
Eu: Porquê?
Pessoa Z: Estou cansada
Fred: mas querias o quê? dedicar-te aos estudos como eu e a Gisela fazêmos?
Pessoa Z: Não estou cansada...sei lá!
Há coisas que não se compreendem
Inveja do quê? Será a nossa vida apenas os estudos? Por ser estudante a tempo inteiro sou motivo de inveja? Estarei menos cansada que os outros? Hummm...
10º mandamento "não cobiçarás o próximo"
"uma tosta mista sff"
"uma tosta mista sff"
"uma tosta mista sff"
total: 3 tostas mistas comidas por pessoas diferentes. Inveja? ou desejo? ou apenas alimentação saudavel?
"panados de tofu sff"
"panados com batatas fritas sff"
coincidência?
Os olhares para os meus sapatos amarelos também são frequentes. Serão engraçados, feios, espampanantes ou motivo de inveja? Não percebo. Também não percebo porque é que as raparigas quando passam por mim olham para as minhas mamas.
Se há coisa feia é a inveja, é que por engano as pessoas invejam coisas que nem sequer existem, ouentão nem são assim tão boas. Já pensaram que secalhar os meus sapatos podem fazer doer os pés? ou que sou sempre chamada de "estudante não faz nada"?...etc
inveja
in veja
dentro veja (visão)
ou seja o que está dentro da visão, pode não ser real
6ª obra da misericórdia espiritual: "sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo"
terça-feira, maio 06, 2008
I Speak Not - Lord Byron
There is grief in the sound, there is guilt in the fame;
But the tear that now burns on my cheek may impart
The deep thoughts that dwell in that silence of heart.
Too brief for our passion, too long for our peace,
Were those hours - can their joy or their bitterness cease?
We repent, we abjure, we will break from our chain, -
We will part, we will fly to - unite it again!
Oh! thine be the gladness, and mine be the guilt!
Forgive me, adored one! - forsake if thou wilt;
But the heart which is thine shall expire undebased,
And man shall not break it - whatever thou may'st.
And stern to the haughty, but humble to thee,
This soul in its bitterest blackness shall be;
And our days seem as swift, and our moments more sweet,
With thee at my side, than with worlds at our feet.
One sigh of thy sorrow, one look of thy love,
Shall turn me or fix, shall reward or reprove.
And the heartless may wonder at all I resign -
Thy lips shall reply, not to them, but to mine.
segunda-feira, maio 05, 2008
Sonho
A força que tem o American Dream na mente americana.
Um estudo aprofundado irá dar-nos n respostas sobre o porquê desse ‘Dream’, aqui vou falar num desses n.
Depois de renegarem os ideais marxistas, os americanos levaram uma infernal caça às bruxas quase sem escape.
Assim, mesmo que muitos comunistas abraçassem símbolos americanos como a Coca-Cola ou a Cadillac,
diversas pessoas, comunistas ou não, foram presas e perseguidas – imperava grande medo da Rússia.
Esta ideia leva-me à questão final…
- Não será o American Dream, o Socialismo Americano?